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Estado Vegetativo Persistente
O termo estado vegetativo persistente
foi cunhado nos anos 1970 por Fred Plum e Brian Jennett para designar os
indivíduos que saíam do coma mas não despertavam. A denominação francesa mais
antiga era coma dépassée, exatamente indicando um estado além do coma.
Kretschmer já descrevera antes a mesma situação com o título de estado
apálico. Mais recentemente, alguns autores sugeriram que se usasse o termo
estado vegetativo isoladamente para não se levar a uma idéia de
irreversibilidade do quadro.
Há uma grande confusão no público leigo
e mesmo entre alguns médicos sobre as diferenças entre o termo acima, o coma e o
estado de morte cerebral, além do termo decerebração. Vamos tentar
esclarecer.
 | No coma profundo, não há
resposta aos estímulos tácteis, auditivos e dolorosos. Se o paciente reage
puxando uma perna ou braço que foi estimulado, dizemos que está em coma
superficial.Se aplicarmos um estímulo doloroso, como a compressão do
esterno ou do ângulo da mandíbula,o paciente pode estender todo o corpo, com
rotação interna das mãos e braços. Este quadro constitui a rigidez de
decerebração e aponta para agressão ao tronco encefálico. Em todos os
estádio do coma, não há contato inteligente entre o examinador e o paciente. O
paciente está de olhos fechados. Pode haver dificuldades respiratórias e a
pessoa geralmente está conectada a um respirador e recebe infusões venosas. Há
uma escala de coma de Glasgow,
cuja pontuação tem real valor prognóstico. |
 | Se o estado de coma se prolongar por
várias semanas,com normalização do quadro metabólico e respiratório, mas o
paciente não estabelecer contato com os circunstantes, provavelmente ele/ela
estará entrando no estado vegetativo persistente. Os olhos ficam
geralmente abertos mas não parece haver comunicação entre o paciente e os
demais . Sua respiração e função cardiovascular mantêm-se estáveis já que o
tronco encefálico está preservado nesta situação clínica. Este tipo de
situação comporta ciclos de sono próximos do normal, exatamente pela
preservação do tronco encefálico. |
 | A síndrome
de encarceramento (locked-in syndrome) é a denominação que se dá a uma situação
em que o paciente pode comunicar-se apenas através de movimentos oculares, mas
não pode falar nem mover-se. A uma determinada pergunta, por exemplo, pode-se
estabelecer uma piscadela ocular para "sim" e duas para "não". Tal pessoa
encontra-se consciente e em contato com o meio, portanto não está em coma. |
 | A
morte cerebral ou morte encefálica
caracteriza total ausência de atividade neural superior. O paciente além de
totalmente sem resposta reflexa, sem reflexos pupilares nem traqueais, sem
reflexos oculocefálicos,é também incapaz de manter a respiração e a pressão
sangüínea, necessitando de respirador e drogas vasoativas, já que os centros
de controle das funções vitais não mais funcionam. Para todos os fins, esta
pessoa está morta e a doação de órgãos poderá ser efetuada. |
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